sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Olooke, Oloroke, Orisa-Oke






Olooke, Oloroke, Orisa-Oke


Entre os Orixá e os Ebora existe um chamado Orixá-Oke.
Entre todos os oke existe um mestre muito importante de nome Oloke, o dono e senhor das montanhas e anteriormente existiam vários outros Okê junto com ele. Eles também são muito importantes e não se deve brincar com eles, pois são a justiça acima de qualquer coisa. Sua importância se deve muito ao fato de que todos os orixá que chegaram no tempo da criação, desceram na terra por intermédio de Oloke, pois Oke foi a primeira ligação entre òde-orun e òde-aiye, sendo que ele foi a primeira terrafirme, uma montanha que elevou-se do fundo do mar a pedido de Olodumare e com a ajuda de Oroina (não confundir com Oraniyan) e resfriada por Olokun..

Conta o mito dos tempo da criação que no principio do mundo, só reinava Yeye Olokun, a deusa do oceano avó de Ya Olokun e bisavó de Yemoja, e Olodumare, o deus supremo estava aborrecido com tanta monotonia de só haver água cobrindo tudo, então ordenou a Oroina, o fogo universal, matéria de origem do sol, a lava vulcânica contida nas entranhas da terra, a fazer surgir com a força vital da existência que lhe deu Olodumare a primeira colina do fundo do mar que cresceu em forma de um vulcão em erupção lançando lava que Oroina, com a ajuda de Oloke, Aganju, e Igbona, traziam das profundezas da terra e que eram resfriadas por Olokun. Foi assimque nasceu Oke, a montanha, divindade que também é conhecida como Oloke, o dono e senhor da montanha.

Logo Olodumare, o universo com todos os seus elementos, reuniu todos os demais orixa funfun em Oke e determinou a cada um o seu domínio na criação da vida.
Chegaram primeiro Obatala e Yemu (Oduaremu).
Após a chegada de Obatala e sua esposa Yemu chegaram os outros orixa funfun sendo um muito especial Akafojiyan que com seu irmão Danko (ou Ndako) encabeçou os demais vindo a frente e este ultimo passou a habitar os bambuzais branco. Chegaram Ogiyan, Olufon, Osafuru, Baba Ajala, Olufande, orisa Ikere e todos os demais orisa funfun.

Após a chegada dos orixas era a vez dos Ebora que tendo à frente o ebora losiwaju, Ogun Alagbede Orun o Ogunda Osi e os demais ebora e a cada um foi dada por Olodumare uma função na terra.
Sem Oloke nenhuma divindade teria chegado na terra e sendo ele a primeira terra firme, sempre se deve recorda-lo e fazer-lhe oferendas, pois o que aconteceria se ele resolvesse voltar para Okun. Epa mole.

Oloke é a colina, tudo que é elevado e alto, a lava vulcânica também lhe pertence e é a divindade de todas as montanhas da terra, sendo ainda a força e o guardião de todos os orixas, é inseparável de Obatala e muitas vezes fala por sua boca, é por isto que quando se inicia um Oxala velho deve-se por uma criança para cria-lo em virtude de Oloke ser um menino a criança o representaria perante Obatala na iniciação. Obatala e Olofin moram ao lado de Oloke no alto da montanha.

A arvore Ose (Baoba) é também sua representação e seu arbusto de culto, pois a grandiosidade do Baoba, sua altura, sua magnitude, a idade de até 6000 anos que pode viver, sua solidez faz dela a arvore escolhida por Oloke para seu culto. No Brasil por existirem poucos Baoba passou-se a cultuar Oloke ao pé da gameleira branca que serve de culto também para Iroko, mas um Orixá não tem nada em haver com o outro e é bom lembrar que a arvore Iroko também não existe no Brasil e a gameleira lhe foi adaptada para o culto da divindade cujo verdadeiro nome é Oluwere, nome que poucos conhecem no Brasil, onde o orisa tomou o nome da arvore onde é cultuado.

As oferendas de Oloke consistem em carneiros, galos, conquem, pombos, certa espécie de peixe, feito de uma maneira especial e boi, come ainda amala, feito também de maneira especial, certa espécie de feijão, eko, e milho branco e sua comida principal são folhas recozidas de Oniapaja, sempre com muito cuidado uma vez que Oniapaja é altamente urtigosa. Em épocas difíceis na África lhe era oferecido nos tempos antigos, a exemplo de muitos orisas um ser humano ainda criança ou ainda recém-nascido e em certos lugares de culto existiam mulheres que geravam filhos para serem ofertados ao orixa e eram escolhidas aquelas que geram mais gêmeos pois nas aldeias em que ele era cultuado quando acontecia o nascimento de gêmeos um deveria ser sacrificado para o orixa e o outro seria consagrado a ele. Atualmente esta pratica foi abolida e não se tem noticia se no Brasil chegou a ser praticada.

Em pesquisa de campo, segundo o Antropólogo Andrew Apter, Phd da Universidade de Chicago, e que presenciou o festival de Oloke em Ayede Ekiti, declara pelo que pôde ver que este orixa é muito próximo de Obatala. Seus ewo são os mesmos de Obatala. Na África, até os dias atuais este orixa é tido por muita importância sendo muito temido e seus festivais anuais, o “SEMUREGEDE”, atraem grande numero de fieis e estes acreditam que Oloke trará prosperidade e paz pelo ano todo.

Seus ritos são sete e dois deles são os pontos culminantes que é a oferenda no arbusto na floresta sagrada e sua saída a rua acompanhado de seus adoradores onde as pessoas prostram-se com a cabeça no chão em sinal de grande respeito e temor perante um orisa tão poderoso. Os não iniciados escondem-se dentro das casas e as mulheres grávidas assim como crianças que não fazem parte do Egbe devem esconder-se em casa. O “Apenon”, cargo da casa de Oloke, é quem sai à sua frente empunhando um grande atori ou Isan com o qual ele afasta as pessoas e abre o caminho para que o orisa passe. “Aboke” outro cargo da casa de Oloke e que raramente aparece em publico tendo apenas função interna neste dia poderá acompanhar o cortejo e será a única vez que estará em publico. Baba Elejoka é aquele que pode dirigir-se a Olooke e conversar, fazer pedidos a ele.

Nota: No “Ase Oloroke de Bauru este ritual é vivido todos os anos quando acontece o grande festival “OJOKEREGEDE” em honra a Oloke onde podemos ver Olooke Ijero, a qualidade de Oloke da casa e seus Oyes num grande festival.

Oloke é o guardião de muitos povos no Ekiti, e lá estão localizadas as maiores rochas onde se praticam seu culto. As mais notáveis destas rochas e montes ficam nas cidades de Okiti- Efon, Ikere-Ekiti e Okemesi-Ekiti. Nobres entre eles são os montes de Okiti-Efon no limite ocidental com o estado de Osun e próximo a Osogbo, Ikere-Ekiti na parte sul, e montes de Ado-Ekiti na parte central. Mais um detalhe que deve ser citado é que a palavra Ekiti vem de “Okiti” [Ok(e)iti] e quer dizer montanhas esplendorosas.

A lenda da criação continua:
Quando tudo já estava funcionado com cada orisa e ebora com suas funções sendo executadas eis que Olokun julgou que havia sido prejudicada perdendo espaço para as outras divindades e então Olokun resolveu retomar o espaço que ocupava anteriormente invadindo as terras. Muitos seres que já haviam sido criados morreram com ira de Olokun.

Olodumare vendo o que estava acontecendo novamente deu ordens a Oroina, Aganju, Igbona e Oloke para que fizessem uma cadeia de montanhas que isolasse Olokun em seu espaço e assim com a força destes orisas as montanhas isolaram Okun mas Olokun insistia em invadir desafiando assim as ordens de Olodumare.

Olodumare enfurecido condenou Olokun a viver nas partes mais profundas do Oceano e ainda a acorrentou dando a ela um mensageiro que era uma grande serpente marinha de tamanho nunca antes visto. E deu a Olokun uma Ilha onde sua mensageira viria receber as oferendas para levar até Olokun. Após muito tempo nesta situação, já com a terra e a criação reconstruída, Olokun pediu a Olodumare que a deixasse livre mas os seres que viviam na terra deveriam lhe fazer uma oferenda diária de um ser humano em troca do espaço perdido e que lhe pertencia.

Olodumare julgou justo e concordou mas ela deveria permanecer no fundo de Okun e apenas de tempos em tempos poderia vir à superfície em sua ilha e quanto às oferendas diárias, seria a grande serpente, sua mensageira quem lhe entregaria e escolheria a vitima do sacrifício.

É por isto que até os dias de hoje todos os dias o mar leva um ser humano e por vezes vários, mantendo assim Olokun apaziguada.
Com a invasão de Olokun os primeiros seres que haviam sido criados foram todos tragados pelas águas, mas estes primeiros seres eram defeituosos e mal acabados pois eram as primeiras experiências dos orisas que puderam então fazer seres mais aprimorados que desenvolveram as civilizações.

Oloroke (Oloke) apaixonou-se por Olokun e desta união nasceu “Ye ye Yagba Efon”, que criou a água doce formando assim o primeiro curso de Água que mais tarde passa a ser chamado de Rio Oxun numa clara homenagem a Efon que o criou.
Osun = Osoun = Oxum aquela que é próvida de muita beleza.
Oloke criou vários lugares para sua adoração, mas sua cidade principal foi Okiti Ikole onde era adorado em um grande Ose (baoba). O Okiti, atualmente estado de Ekiti, é seu grande celeiro.

Conta um outro itan, do odu Ejiogbe, que o Oloke vivia pacificamente com seu povo na cidade de Ikere e de repente apareceu Esu para avisar que as tropas de Ifé estavam a caminho da cidade para uma invasão. O rei Oloke foi ao Babalawo da cidade e o odu que surgiu foi Ejiogbe determinando que Oloke fizesse um ebó de 16 feixes de búzios acompanhados de 16 peixes, 16 galos, 16 galinhas um carneiro que tivesse o chifre com a ponta para o alto e um cabrito. O cabrito deveria ser sacrificado na porta da cidade para Exu o portador da mensagem. O carneiro deveria ser sacrificado à arvore Ose que havia na praça da cidade e os outros ingredientes em volta da cidade em 16 pontos diferentes com o sacrifício dos galos e galinhas.

Seus súditos não deveriam usar nenhuma arma, apenas deveriam esperar na praça da cidade pacificamente. E foi o que Oloke fez, após a conclusão do ebó prescrito sentou-se no centro da praça em frente a grande arvore Ose acompanhado de toda sua gente e esperou pacientemente a chegada dos invasores.
Quando os invasores chegaram, um grande barulho se ouviu, a terra estremeceu e uma grande pedra de nome Osunta cresceu e levou o povo de Oloke para as alturas onde não podiam mais serem alcançados pelos invasores. Quando seu povo estava seguro no alto da montanha, Oloke se transformou em lava vulcânica e desceu montanha abaixo acabando com seus inimigos. Nesta montanha Oloke ficou conhecido pelo nome de Oloosunta, a divindade tutelar da montanha Osunta.

Existe um cântico do orixá que lembra bem esta passagem:

O Lor(i)ekun Omo dide
Wara wara
Si (o)ke si (o)ke
E lorekun lorekun
Wara wara si (o)ke si (o)ke
Lorekun lorekun
Lorekun omo dide

Os filhos estão em pé
Ele (Oloke) pegará a presa
Rapidamente a montanha se abrirá (como um vulcão)
Ele pegará a presa, pegará a presa
Rapidamente a montanha vai se abrir
Ele pegará a presa, pegará a presa
Seus filhos estão em pé (a salvo)

Os Oke são muitos, Oloke é o mestre de todos e entre alguns podemos citar: Oloroke, Oke Olumó, Oke Badan, Olookuta, Oloosunta, Ori Oke, Oke talabi, Olota, Oba Oke, Arira Oke, entre outros.

Oloke é o orixá que se encanta em um leão, o leão da montanha, “Ekun Oke” e quando furioso desce a montanha em forma de lava vulcânica e destrói tudo que encontra em seu caminho pois o vulcão também lhe pertence e Oroina, o fogo universal é sua matéria de origem que resfriada pelas águas de Olokun formaram estas grandes pedras de granito, Oke.

Neste contexto Oloke conduz os quatro elementos primordiais da natureza. O fogo por ser a lava vulcânica, a água da qual ele dependeu para que resfriasse e se tornasse uma montanha de granito, a terra que é a lava vulcânica ja resfriada e pode ser pisada e neste ponto ele divide com seu irmão Aganju tal poder e finalmente o ar sem o qual o fogo não é possível. Não pode-se esquecer que lava vulcanica quando contido na terra é Oroina, quando sai da terra é de Oloke, o fogo que caminha com ela é Igbona e quando se torna terra firme é Aganju, exeto estas grandes pedras de granitos que são Oke. Oloke veste branco e sabemos que o branco é o resultado da interação de todas as outras cores. E se a natureza por si só possui todos estes elementos quando o louvamos exclamamos “Epa mole” em respeito aos espíritos da terra.

O Odu Ifa que acompanhou Oloke ao mundo é Ofun meji e o Exu que os acompanhou é chamado de Exu Orangun também chamado de Esu Anan (Wonan)) um Esu muito velho e poderoso que é assentado em pedra serve Oloke, sua filha Efon (Oxun) e também Obatala. A Exu Onã deve ser ofertado galos brancos. Este Odu é uma criatura branca complexa assim como este Exu e foi este Odu e este Exu que acompanharam Irunmolé Oloke ao mundo. Epa mole.

Não se pode esquecer que Oloke também é uma criatura branca complexa e sendo assim veste branco e seu rosto não deve ser encarado por nenhum mortal e o orisa também não quer ver os olhos das pessoas pois Oloke não confia nas pessoas e assim reserva-se debaixo de um Ala. Seu “ala” cobre todos os iniciados de Efon.

A iniciação deste orixá na maioria das vezes é feita com o iniciado ainda criança e quando a iniciação é feita para um adulto são necessários alguns cuidados especiais. Não poderá na iniciação faltar Ewe Ose sua folha principal e a arvore Ose será também de grande importância para uma iniciação uma vez que o rito do arbusto que é cheio de detalhes e segredos os quais não poderei revelar neste trabalho por entender que trata-se de algo muito secreto de um orisa que não é do domínio de todos e que por isto deve ser preservado. A oferenda no arbusto dará inicio a feitura mas não contará com a presença do Yâwo  pois ai esta sendo tratada a matéria de origem de Oloke e neste momento será oferecido um grande animal que cobrirá o ser humano de outrora.

Sendo um Orixá tão antigo e que participou do tempo da criação não se pode esquecer das Yamim agbagba que serão lembradas e tratadas na mesma arvore e em outras seis. Só então começará a iniciação propriamente dita. Oluwa deverá receber oferendas para que assim se complete as oferendas das Yami Eleye. O poder de Yamim foi-lhes dado por Olooke e por este motivo as mulheres, quando do festival Ojôkeregédê, devem ficar de cabeça baixa e agachadas não podendo olhar para Olooke sob pena de morte e também as Yami Osoronga tem respeito muito grande por este orisa uma vez que só ele pode lhes tirar o poder.

Olokê esta sempre presente nos festivais de Yêyê Olôkún e de Obatála. Seu toque principal no tambor “ÁGUA” é aguerrido e lembra muito o Alujá tocado para Xangô, porém mais cadenciado pois na região Ijêxá e Ekiti a dança é muito valorizada pela beleza, e os movimentos tornam-se mais lentos para que possam ser executados com muito mais graça. Ele dança também o ritmo Ijê, isto tanto na África quanto no Brasil.

No festival de Olokê em todo Ekiti-ijesa, na semana que antecede o festival o Egún de Olokê é quem sai a rua para dançar. Na semana seguinte é o festival do Orixá reúne grande numero de fieis e em alguns ritos é proibido a presença de mulheres e crianças, pois, as mulheres não podem sequer tocar no igbá do orixá , são consideradas escravas de Olokê e podem apenas cantar para ele e neste momento quem devem cantar são apenas as mulheres. As mulheres podem também serem iniciadas para Olokê, porém não podem por a mão no próprio assento de seu orixá tendo que imediatamente ser confirmado um homem que fará as funções.

No terreiro do Olôrokê de Paulo de Efon todos estes fundamentos são observados menos a dança de Egún, pois neste axé, faz-se um oro ao egún de Olokê uma semana antes do festival anual do orixá e é o festival mais esperado de todo o ano litúrgico da casa onde Olokê, um dos mais antigos orixá da terra, abençoa todos os seus filhos e lhes dá proteção e abundancia por todo o ano.

Quanto ao tabu de mulheres por a mão no Igbá do Orixá , não se deve faze-lo para que o orixá não perca suas forças e condene a mulher que assim agir.
Olokê não pode ter seu rosto visto pelas pessoas e ele também não quer ver as pessoas para não ter que castiga-las pois o orixá é muito justiceiro e todos podem mentir mas os olhos falam a verdade e sendo assim Olokê não confia em quem quer que seja por isto não olha para ninguém.

Um orisa acompanha muito Olokê ao ponto de levar em seu nome o nome do orixá éele Ogún Olokê ou Ogún Ôké pouco conhecido no Brasil. Este Ogun viveu em Ori-Oke ao lado de Olokê e é que da caminhos a Olokê. Isto pode ser confirmado em um Itandó Odu Ogúndá:

Os vários orixás, como é dito
Cada um tem as áreas especiais onde habitam
Ogun é o deus do ferro, da guerra e dos viajantes
Foi ogun quem usou um facão para abrir o caminho quando os orisa estavam vido do Orun para este mundo.
Por isto, é acreditado, que os orisa o respeitam.
Mas ogun é muito agressivo para uma vida povoada.
Então ele foi para o topo de uma colina
Onde ele foi em busca de caça, farra, guerra e exploração.
Na montanha ogun conheceu Olooke, o dono da montanha,
e os dois caçavam juntos até que ele se cansou.
Quando ele decidiu voltar para a cidade de ile Ifé
Era difícil para ele adquirir uma casa para morar
Porque a face dele era terrível
Olooke acompanhou Ogun para maior desespero das pessoas.

OJO TI OGUN NTI ORI-OKE SOKALE
ASO INA L’O MU B’ORA
EWU EJE L’O WO

O dia em que Ogun estava descendo da colina
A face dele estava como fogo
E ele estava vestido em sangue

Ogun é chamado para clemências de jornada
Para caça abundante
E para se ter vitória em uma guerra
É Ogun o responsável pelas marcas faciais
Os outros orisa
Tem que respeitar Ogun.Olooke.

Neste Itan podemos ver que Ogun foi quem abriu os caminhos para Olooke vir para as terras baixas e participar do convívio das pessoas.

ODURA OLOOKE

        ·          Ah,olooke se eyi o
          eniyan ko o
          ise eleduwa ni
          ko se ba
          mo ji gini,mo rin gini
          mo rin gini gini wo ja
          mo ba awon agbagba meta
          agbagba meta to ti Ile-ife bo
          mo ni bawo ni won se n se nibi
          wo ni ire ni ko je temi
          beeri mi ke yo mo mi
          sese lo omode yo mo eye
          mo di odindin mo wo lo mo.

        ·        Omi dudu
         Omi dudu
         omi dudu fo ju jo aro
         o fi oju jo aro
         ko le ran aso
         ko le ran aso
         ko le ran awo
         ko le fi ipa ran ebi awa

·      Momori bale
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Omo Olooke a to bo ro ré
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Baba mi
Mon maa kare oke lere

·         Mo fi ori bale
fun baba Oke
Oloroke
fun baba Oke
Oloroke
ORIKI OLOOKE

Òkè ládéokín ajíbíse
Òkè gbogbo è lomo
Dúdú n kóóró
A ní nla ìfun àjànàkú
A wá láyá ijá korikori
Òkú erin ti í ba àràbà lé
Òkè ládéokín a bi aso ko
Òkè ládéokín eléwú mònà mò
Ayibíowú omo lájogun
Òkè kéé kèè kéé
Ni yíkè yíkè i yí
Ta ní lè yí sóbí
Ta ní lè yí Elegbaa
Ta ní lè yí Tèngbá
Ajíbíse Òkè baba Siè
Egbakankú e jòwó
E má je kí Olooke o re òwu
Olooke ti ó re òwu kò dé
Olooke ti ó re òwu kò bò
E bá mi gbé omo Olooke
Lantí Lantì
Òkè kò ní ilé tíè lótò
Ìdí Obàtálá ní í gbé
Òkè ládéokín eléwú mònà mò
Jojololá Ajíbíse
Òkè gbogbo è lomo

O orin que segue é para tirar Olooke no barracão ou para tirar uma Pessoa para receber um cargo da casa de Olooke. Neste momento só as mulheres podem cantar e as mesmas vão jogando seus Iborun ou pano da costa Branco no cão formando uma pasarela para o grande Orisa passar e as mesmas permanecem sempre agachadas e com olhar baixo.

Laye Olugbon
Iborun a lo
Oro n lo
Laye aresa
Iborun a lo
Oro n lo
Ori a e lo ta de lo ta de
Atare a loko losun
Fa doko ikiko
Eleda iluran
Eniya gbo o
Eleda iluran

Laye olugbon
Mo gbe iborun meje
laye aresa
mo gbe iborun mefa
laye akanda
Mo ra koko, m ora aran
mo egbirin baba aso
afi ole,lo le pe ile yi o dun
mo tu ju gbogbo won lo